"Foi no bairro do Jurunas onde nasci e me criei, fundei com meus amigos uma escola de samba pra entrar na folia do carnaval e depois de fundada denominou-se: Não Posso me Amofiná!" Com este trecho do fundador Raimundo Manito saúde uma das maiores escolas de samba no pé do Brasil, o Rancho. Sem pieguismo ou mesmo bairrismo é fato que o rancho está entre as 5 mais antigas do país. A história da música em Belém precisa com urgência ser resgatada ou seremos conhecidos (apenas) como o 'estado brega' (nada contra). Mas conhecendo um pouco a história de nossa música, informo que Belém só perdia para o Rio de Janeiro em MPB! Conhecemos tão cedo a maestrina Chiquinha Gonzaga ao abrilhantar nossas noites da década de 60 e 70, o choro, o samba e a política, sempre tão enraizada na música. Saúdo o bairro do Jurunas, berço deste chorinho, deste carnaval da rádio PRC5, do jornalismo e da política comunista fundada na casa do Choro (a casa do Aldemir). Estamos numa briga com o tempo e esta é a chamada "briga boa", pois prestes a comemorar 400 anos Belém tem muita história escondida que precisa com urgência ser revelada... Até o maestro Carlos Gomes aqui morreu porque estava em compromisso com a música na cidade. Os nossos sons... Salve maestros Gama Malcher, Wilson Fonseca, Altino Pimenta, Verequete, Waldemar Henrique, Tó Teixeira, Aldemir Ferreira (paraense de coração), salve Bruno de Menezes, Dalcídio Jurandir, tantos outros e outros...Tantos artistas, escritores renomados e os nomes não aparecem como sendo nossos. Não é à toa que temos um dos mais belos e imponentes Teatro, o da Paz, nós respiramos cultura, nós fabricamos qualidade... O Brasil precisa saber disto! |Ó abre alas que tivemos as batalhas de confete! Ó abre alas que nossa história vai passar...

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