A situação social do mundo não é das melhores. Do Brasil então... Regionalmente falando o caso do Pará mais lastimável ainda e falo da região metropolitana, onde os problemas com crianças e pessoas pedindo na rua afeta como afeta as regiões metropolitanas. Outro dia uma amiga me repreendeu por não ter dado esmola a uma criança, eu respondi: mas todos falam que não devemos dar dinheiro para crianças que pedem na rua, pois elas podem comprar drogas ou ter alguém esperto por trás delas querendo usá-las... Ela retrucou: "Mas você tem que fazer o que diz a sua consciência, faça a sua parte e dê a esmola se a pessoa for comprar bebida ou droga infelizmente o problema é dela".
Eis que surgiu uma dúvida na minha consciência: dar ou não esmola! A situação com minha amiga se agravou quando ela viu eu dar dinheiro a um artista de rua que girava numa roda fazendo malabarismo: coisa de profissional mesmo! Aí eu disse: esta pessoa é a artista de rua é sua profissão, então estou pagando pelo trabalho dele, não é um vício é um trabalho. Ela disse: "Hum, então dois pesos duas medidas, se o artista beber ou consumir drogas?" Eu disse aí é problema dele e não meu!
Não são dois pesos e duas medidas. Como pode uma pessoa ter consciência que dar esmola pode levar determinado pedinte a acelerar seu vício? A nossa consciência é não fornecer instrumentos para que a pessoa possa chegar mais ao fundo do poço. Diferente de um artista de rua, uma criança ou adolescente que pede não é responsável por seu ato, ele deve ter uma família que poderia estar sendo o seu o seu refúgio. Quando dou dinheiro eu acabo fazendo com esta pessoa não queria sair da rua, pois lá o dinheiro está vindo fácil...
Minha consciência hoje é clara: dinheiro na rua para crianças ou adolescentes nunca! Não vou contribuir com a mazela de ninguém, nem ser Pilatos, entregando o dinheiro e lavando as mãos não sendo minha culpa se a pessoa for se drogar ou beber, eu apenas agi com minha consciência... A minha consciência é única: as políticas sociais precisam tirar estas pessoas da rua e minha parte não é dando dinheiro a eles e nem fechando o vidro na cara deles, é dizer a eles olhando nos olhos que não tenho dinheiro para dar para eles...
E viva os artistas de rua! Estes sim merecem uma gorjeta!
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